Aranhas medonhas
Me machucam, me mordem,
Com ferrões ferrenhos
Me enclausuram na morte.
Eu preso na teia,
Transada em ilusões
Só minhas, clareiam,
Sem quaisquer alusões,
Sentimentos serenos
De que eu sou são.
Aranhas malditas!
Amo o seu veneno,
Revira a carne,
O rosto em desprezo,
Da volúpia vinda
Fulgurou a certeira.
Pobre falangídeo,
Causa medo, não dor,
Aranhas que lembram
De que eu sou são.
Tenho uma certeza na vida,
Fora a morte tão conhecida:
Quero ser entomologista
Aracno-especialista.
Me machucam, me mordem,
Com ferrões ferrenhos
Me enclausuram na morte.
Eu preso na teia,
Transada em ilusões
Só minhas, clareiam,
Sem quaisquer alusões,
Sentimentos serenos
De que eu sou são.
Aranhas malditas!
Amo o seu veneno,
Revira a carne,
O rosto em desprezo,
Da volúpia vinda
Fulgurou a certeira.
Pobre falangídeo,
Causa medo, não dor,
Aranhas que lembram
De que eu sou são.
Tenho uma certeza na vida,
Fora a morte tão conhecida:
Quero ser entomologista
Aracno-especialista.