I
Destrói a vida daquele que acredita. Foge, foge para o escombro. O fogo arde como o tremor acalma. Acalma. Bate até que surja a carne. Cria a ferida que desmancha, por sabor ferrífero da hemoglobina saliente. Come, engole o suco da vivência. Amarelo sob o negro escondido no vermelho. Sacrifica o desejo do espanto. Abate a clarividência, a solenidade. Áspera seda onipresente. Sufoca o mito do saber. A vertigem louca reconstitui.
II
Enaltifica o que não quer. Quer. Embriaga descontente. Álcool sóbrio da razão. Obriga a ordem pela lógica. Caminha o passo ambíguo na linha eternamente conhecida. Levanta o pilar negro da exatidão. Segurança. Conforto... Toque de seda. Ferida matemática. Despenca tudo o que está construído. Não há novidade no sabor estrutural. Escombro alógico da razão.
III
Conhece o prazer do aconchego. Junção. Presença. Aproxima o que quer. Não quer. Vivência amarela. Prazer íntimo que acalma. Não acalma. Remexe até que o tremor acustume. Embebe o álcool energizante. Foge ao dividendo. Surge a carne. Visão onipresente oniopriminte. Separa o fogo do pilar. Inexistência extática irreconstituível. Abate a certeza, o mito, o saber. Nada sobra.
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