Foi-se o tempo da palavra presa,
O movimento curto, a cabeça estreita.
Foi-se o tempo da fatal destreza,
Habilidade pura, precisão perfeita.
Foi-se o tempo da total certeza,
Sabedoria nata, em qualquer faceta.
Sou novo, mudado, diferente.
Está claro, escuro, transparente.
Certeza não há, clarividência tampouco,
Há o agora e mais nada.
Desbravo o novo continente:
O primeiro passo, o desespero;
O segundo passo, um alvoroço;
O terceiro, um leve encanto;
E no quarto encontro a ambrosia.
Corro à luta, abro a porta,
Está trancada!
Falta o ferrolho...
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